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    <title>ITJobs - Notícias</title>
    <link>https://www.itjobs.pt/feed/noticias</link>
    <description></description>
    <pubDate>Fri, 15 May 2026 21:27:56 +0000</pubDate>
    <managingEditor>itjobs@itjobs.pt (ITJobs)</managingEditor>
    <language>pt</language>
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      <title>ITJobs - Notícias</title>
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    <item>
      <title><![CDATA[Programa Tech Foundry Portugal vai apoiar equipas científicas e tecnológicas na transição do laboratório para o mercado]]></title>
      <link>https://www.itjobs.pt/blog/1772/programa-tech-foundry-portugal-vai-apoiar-equipas-cientificas-e-tecnologicas-na-transicao-do-laboratorio-para-o-mercado</link>
      <description><![CDATA[<p><strong>A iniciativa foi anunciada pelo secretário de Estado da Economia na abertura da SIM Conference, que decorre no Porto. O Tech Foundry Portugal pretende apoiar empresas deep tech e as inscrições abrem em junho.&nbsp;</strong></p>

<p>O programa Tech Foundry Portugal – Deep Tech Edition foi desenvolvido pela&nbsp;Startup Portugal&nbsp;em parceria com a Hello Tomorrow&nbsp;e propõe a realização de quatro meses de aceleração intensiva e acesso a uma rede global de investidores e especialistas em deep tech.&nbsp;</p>

<p>O anúncio foi feito hoje por&nbsp;João Rui Ferreira, secretário de Estado da Economia, na abertura da&nbsp;SIM Conference&nbsp;que decorre hoje e amanhã no Porto, e conta com mais de&nbsp;360 startups e 72 investidores.</p>

<p>O programa vai selecionar até 40 equipas nacionais que estão em estágio inicial de formação e contenham tecnologia demonstrada em laboratório ou outro ambiente relevante, seguindo depois para quatro meses de aceleração intensiva, entre setembro e dezembro. Neste período as empresas têm acesso a&nbsp;mentoria dedicada, workshops com especialistas sobre os principais desafios da entrada no mercado, apoio contínuo e introduções diretas à rede global da Hello Tomorrow, uma comunidade de mais de cinco mil startups especializadas em deep tech.</p>

<p>As equipas ou startups têm de ter sede ou atividade de I&amp;D em Portugal e objetivo de industrializar e validar a sua tecnologia no mercado. É dada prioridade aos setores de atividade de Biotech &amp; Healthtech; Advanced Materials &amp; Nanotech; Ocean &amp; Marine Tech; Climate &amp; Clean Tech; Advanced Computing &amp; Technologies; Space &amp; Aeronautics; Robotics &amp; Autonomous Systems; Dual-use Technologies e GovTech.&nbsp;</p>

<p>Miguel Aguiar, diretor executivo da Startup Portugal, afirma que “Portugal tem investigação científica de qualidade reconhecida internacionalmente. O que tem faltado é a ponte entre o laboratório e o mercado. É exatamente isso que o Tech Foundry Portugal constrói”.&nbsp;</p>

<p>O Porto é a cidade anfitriã das sessões presenciais do programa e as equipas selecionadas para financiamento no âmbito do&nbsp;IFIC Deep Tech, a linha lançada pelo Banco Português de Fomento, com tickets de investimento até 750.000€ em capital ou quase-capital, em coinvestimento com privados, têm acesso direto ao programa de aceleração.</p>

<p>As candidaturas abrem em junho e podem ser apresentadas&nbsp;através do site da Startup Portugal.</p>]]></description>
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      <pubDate>Fri, 15 May 2026 21:27:56 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Wondercom praticamente duplicou base de clientes em cinco anos]]></title>
      <link>https://www.itjobs.pt/blog/1771/wondercom-praticamente-duplicou-base-de-clientes-em-cinco-anos</link>
      <description><![CDATA[<p><strong>A Wondercom assinalou esta quinta-feira, a 14 de maio, 27 anos de atividade e um dos melhores momentos da sua história, segundo refere em comunicado. A empresa tecnológica dá conta de ter alcançado um volume de negócios de 50 milhões de euros em 2025, um crescimento na ordem dos 100% face a 2021, de ter [...]</strong></p>

<p>A Wondercom assinalou esta quinta-feira, a 14 de maio, 27 anos de atividade e um dos melhores momentos da sua história, segundo refere em comunicado. A empresa tecnológica dá conta de ter alcançado um volume de negócios de 50 milhões de euros em 2025, um crescimento na ordem dos 100% face a 2021, de ter atingido os 2.470 clientes ICT (Tecnologias da Informação e Comunicação) praticamente duplicando a base de clientes em cinco anos.</p>

<p>“Ao longo destes 27 anos, construímos uma empresa focada na excelência da execução, na proximidade ao cliente e na capacidade de inovação. Os resultados que hoje apresentamos refletem essa consistência e dão-nos confiança para continuar a crescer e a investir em novas áreas estratégicas”, aponta Zuzana Fabianová, CEO da Wondercom.</p>

<p><strong>Áreas de atuação e principais clientes</strong></p>

<p>Fundada em 1999, a Wondercom atua em três setores: telecomunicações, energia e TIC, prestando, no setor das telecomunicações serviços de field service e outsourcing, tendo como principal cliente a Vodafone; no campo da energia, instalam e dão suporte em soluções fotovoltaicas e de mobilidade elétrica, com a EDP como principal cliente; no âmbito das TIC, oferecem soluções de Cablagem Estruturada e Switching, Videovigilância, Redes sem Fios, Cybersegurança, TVs e Display de Conteúdos, Help Desk como por exemplo Lan &amp; Desktop Management e ainda Software de Gestão de RH.</p>

<p>Entre os seus clientes e parceiros incluem-se empresas como a Vodafone, Huawei, Cisco, EDP, Galp, Millennium BCP, WOWPLUG, Ciena, Mota-Engil Renewing, I-charging, entre outros.</p>

<p>Após consolidar a sua presença no setor privado, a Wondercom pretende agora reforçar a sua atuação em novas áreas, incluindo o setor público para apoiar processos de modernização e transformação digital.</p>

<p>“A nossa ambição é continuar a crescer de forma sustentada, reforçando o nosso papel como parceiro tecnológico de confiança e expandindo a nossa atuação para novos segmentos onde possamos criar valor”, acrescenta a CEO.</p>]]></description>
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      <pubDate>Fri, 15 May 2026 21:26:11 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Governo aprova Plano Nacional de Cloud Soberana para garantir controle de dados críticos]]></title>
      <link>https://www.itjobs.pt/blog/1770/governo-aprova-plano-nacional-de-cloud-soberana-para-garantir-controle-de-dados-criticos</link>
      <description><![CDATA[<p><strong>Ainda não há muita informação sobre o Plano que foi aprovado ontem em Conselho de Ministros. O objetivo é ter uma Cloud Soberana, que segue em linha com as metas de soberania digital europeias, para garantir maior controle de dados críticos do Estado.&nbsp;</strong></p>

<p>O Governo já tinha deixado claro que estava para breve a aprovação de um Plano Nacional da Cloud Soberana, ou Nuvem Soberana como é também designada. Ainda na semana passada,&nbsp;o ministro Miguel Pinto Luz, anunciou no Congresso da APDC que a infraestrutura da cloud soberana portuguesa será garantida pela IP Telecom, com conclusão prevista para 2030, depois de uma&nbsp;consulta pública promovida pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE).</p>

<p>O projeto de uma&nbsp;cloud soberana&nbsp;foca-se na soberania de dados para o Estado&nbsp;e o Ministro explicou a dividindo a divisão de responsabilidades entre a componente de hardware, com&nbsp;a gestão da infraestrutura que cabe ao ministério que tutela, e o software que fica a cargo do ministério da Reforma do Estado.</p>

<p>Ontem,&nbsp;o Conselho de Ministros aprovou o Plano Nacional de Cloud Soberana, mas sem revelar pormenores sobre as medidas previstas, até porque à hora a que publicamos este artigo ainda não está disponível o comunicado oficial. Na conferência de imprensa o foco foi a reforma laboral “Trabalho XXI”, aprovada em Conselho de Ministros e que segue agora para o Parlamento.&nbsp;</p>

<p>Num post no LinkedIN, Gonçalo Matias, ministro Adjunto e da Reforma do Estado de Portugal, anunciou a aprovação do Plano Nacional de Nuvem Soberana, que diz ser um passo importante para um Estado mais moderno, seguro e preparado para o futuro digital.</p>

<p>Na mesma comunicação, lembra que “a soberania digital não é uma abstração, é essencial para proteger os dados dos cidadãos e assegurar a continuidade dos serviços públicos”.&nbsp;</p>

<p>O Comunicado do Conselho de Ministros, a que o TEK teve acesso, indica que “o diploma estabelece um modelo em que os dados e processos são classificados por níveis de<br />
importância, com regras de segurança adequadas a cada caso,&nbsp;mandatando a ARTE, I.P. e o CNCS para a determinação da metodologia de qualificação a partir da qual a Administração Pública deverá, até 30 de junho de 2027 qualificar os seus processos“.</p>

<p><strong>Soberania digital para a Europa</strong></p>

<p>O tema da soberania digital está na ordem do dia, com a Europa a posicionar-se para reforçar o controle de dados e a indicar esta área como estratégica, reduzindo a dependência de fornecedores externos, especialmente norte americanos e asiáticos.&nbsp;O executivo da União Europeia está também a promover zonas de cloud nacionais que garantam que os dados se mantêm sob jurisdição europeia, respeitando o RGPD, o AI Act e a legislação de proteção de dados e cibersegurança, assim como o futuro Data Act europeu.&nbsp;</p>

<p>Em Portugal,&nbsp;o Governo aposta numa cloud soberana e numa rede de centros de dados para garantir o controlo dos dados críticos e reforçar a cibersegurança&nbsp;da Administração Pública. Esta estratégia, está alinhada com o&nbsp;Plano Nacional de Centros de Dados, recentemente aprovado e&nbsp;já publicado em Diário da República.</p>

<p>Este plano está integrado nos planos de ação da&nbsp;Estratégia Digital Nacional&nbsp;e da&nbsp;Agenda Nacional de IA&nbsp;e&nbsp;pretende posicionar o país como um hub tecnológico europeu, promovendo autonomia, sustentabilidade e atração de investimento.&nbsp;</p>

<p>Para o ministro Gonçalo Matias,&nbsp;com a aprovação do Plano Nacional da Cloud Soberana, “Portugal posiciona-se na linha da frente da soberania digital europeia para um Estado mais forte e um futuro digital mais seguro”.&nbsp;</p>

<p><strong>Cloud soberana, zonas locais e dependência de hyperscalers</strong></p>

<p>Nos últimos meses os principais fornecedores de datacenters, conhecidos como hyperscalers, têm apostado na criação de clouds soberanas na Europa, respondendo aos requisitos da União Europeia nesta área. Microsoft, Google e AWS estão na lista das empresas que já anunciaram&nbsp;serviços de cloud soberanaonde garantem que&nbsp;os dados sensíveis permanecem na União Europeia, sob jurisdição europeia, com controlo operacional local e maior autonomia para governos e setores regulados.</p>

<p>Em abril&nbsp;a AWS anunciou mesmo a criação de uma “zona local” em Lisboa,&nbsp;em estreita ligação com&nbsp;com centro na Alemanha que conta com zonas locais em três países.&nbsp;A AWS está a investir&nbsp;7,8 mil milhões de euros na região europeia, um valor que está integrado no investimento global de 200 mil milhões de euros este ano.</p>

<p>Ainda assim poderá haver ainda necessidade de adaptações da estratégia dos hyperscalers, até porque&nbsp;a União Europeia está ainda a discutir o “pacote” de soberania digital, onde se inclui o CADA (Cloud and AI Development Act), a estratégia de open source e o Chips Act 2, assim como o roadmap estratégico para a digitalização e a IA na energia.</p>

<p>Um sinal de alarme já foi dado quando a Comissão Europeia adjudicou, no mês passado, quatro contratos para as instituições e agências da UE usarem serviços de cloud soberana, escolhendo quatro fornecedores europeus, todos alinhados com o Cloud Sovereignty Framework e com níveis elevados de soberania (SEAL‑2 e SEAL‑3). Os contratos, no valor de 180 milhões de euros, têm uma duração de seis anos.</p>

<p>Desde que implementou o&nbsp;Regulamento Geral da Proteção de Dados, a&nbsp;Europa tornou-se uma das regiões do mundo com uma regulação mais exigente em matéria de privacidade e proteção de dados pessoais. Os mesmos princípios não são aplicados noutras regiões do globo, como os Estados Unidos, onde acabam por ser guardados muitos dos dados que as empresas colocam na cloud, um recurso cada vez mais utilizado.</p>]]></description>
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      <pubDate>Fri, 15 May 2026 21:24:00 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Lucro da tecnológica Glintt Global aumenta 22% para 2,2 milhões no primeiro trimestre]]></title>
      <link>https://www.itjobs.pt/blog/1769/lucro-da-tecnologica-glintt-global-aumenta-22-para-2-2-milhoes-no-primeiro-trimestre</link>
      <description><![CDATA[<p><strong>O mercado internacional (Espanha) cresceu a um ritmo superior, assim como a prestação de serviços de consultoria digital em comparação com a venda de software.&nbsp;</strong></p>

<p>A tecnológica portuguesa&nbsp;Glintt Global teve um lucro de 2,2 milhões de euros no primeiro trimestre, o que representou um crescimento de 21,9%&nbsp;em relação aos mesmos três meses de 2025. O resultado líquido da empresa especializada em&nbsp;software&nbsp;para farmácias e consultoria digital cresceu com a implementação de robôs farmacêuticos e estratégias e programas digitais na Península Ibérica.</p>

<p>O&nbsp;volume de negócios consolidado da empresa, com sede em Sintra, subiu 9%, em termos homólogos, para 36,9 milhões de euros. Apesar de a maioria da faturação advir de Portugal, o mercado internacional (Espanha) cresceu a um ritmo superior (9,7% em termos homólogos) ao do nacional (8,6%). A estrutura de vendas divide-se entre vendas (+2,8%) e prestação de serviços (+11,6%).</p>

<p>“Para este crescimento, contribuiu essencialmente, a rubrica de resultados financeiros, que registaram uma redução muito significativa de 47,3%. Esta&nbsp;redução dos encargos financeiros resulta do nível das taxas Euribor (mais baixas comparativamente ao primeiro trimestre de 2025), mas também da melhoria das condições dos financiamentos obtidos”, lê-se no&nbsp;relatório financeiro&nbsp;divulgado esta quinta-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).</p>

<p>Por outro lado, o&nbsp;lucro operacional (EBITDA) desceu&nbsp;de 5,6 milhões de euros para 5,5 milhões de euros, perfazendo uma queda de 4,2%. A margem EBITDA fixou-se nos 14,8%, comparando também em baixa com os 16,8% alcançados em 2024.</p>

<p>No final de março de 2026, o&nbsp;rácio de autonomia financeira da empresa da Quinta da Beloura situou-se nos 44,7%. Já a dívida líquida do grupo liderado por Eduardo Antunes baixou seis milhões de euros para 21 milhões de euros.</p>

<p>“Este comportamento descendente é o resultado da concretização das políticas de controlo implementadas, e que conduziram a uma otimização operacional. Igualmente importante é a diversificação das soluções de financiamento, que através da melhoria das condições obtidas, permitem uma otimização dos resultados financeiros”, indicou a Glintt Global, no documento enviado ao mercado.</p>

<p><strong>Acionista José Ribeiro Gomes detém quase 4%</strong></p>

<p>Numa nota paralela, enviada ao regulador dos mercados financeiros, a Glintt informou também que José Ribeiro Gomes comprou 500 mil ações adicionais da empresa, passando este a deter um total de 3.100.000 títulos, correspondentes a 3,5647% do respetivo capital social e dos direitos de voto.</p>]]></description>
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      <pubDate>Thu, 14 May 2026 22:40:00 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Fundador da OutSystems critica entraves ao crescimento das empresas em Portugal e na Europa]]></title>
      <link>https://www.itjobs.pt/blog/1768/fundador-da-outsystems-critica-entraves-ao-crescimento-das-empresas-em-portugal-e-na-europa</link>
      <description><![CDATA[<p><strong>Apesar das limitações, o fundador da OutSystems vê a dimensão reduzida do mercado português como uma vantagem, ao forçar os empreendedores a pensar globalmente desde o início.&nbsp;</strong></p>

<p>O fundador da OutSystems, Paulo Rosado, defendeu esta quinta-feira que asempresas europeias enfrentam um conjunto de entraves estruturais que acabam por condicionar o seu crescimento,&nbsp;desde a forma como&nbsp;acedem a financiamento até à própria estrutura regulatória dos mercados.</p>

<p>“Temos uma série de restrições nos Estados europeus, especialmente em Portugal, que limitam os fundos, que restringem a análise, a direção e a forma como a empresa é criada, limitando bastante o tamanho do negócio”,&nbsp;disse o fundador do segundo “unicórnio” nascido em Portugal, na terceira edição da SIM Conference, que decorre até sexta-feira na Alfândega do Porto.</p>

<p>Paulo Rosado argumenta que este enquadramento regulatório e institucional torna particularmente difícil a criação de novos segmentos de mercado no espaço europeu. “Na Europa em geral, tudo exige esforço quando se tenta criar um submercado ou um nicho de mercado”, refere, apontando para um ambiente mais rígido e menos favorável à escalabilidade de projetos empresariais.</p>

<p>Ainda assim, o fundador da OutSystems – que o ano passado ultrapassou os 500 milhões de euros de faturação – considera que a&nbsp;dimensão reduzida do mercado português pode funcionar como uma vantagem estratégica. Na sua ótica,&nbsp;quem decide lançar uma empresa em Portugal é, desde o início, forçado a pensar em termos globais.</p>

<p>“Se realmente quiser ser um fundador ambicioso, começando em Portugal, tem de pensar desde o primeiro dia a nível global”, afirma, defendendo que o&nbsp;mercado interno “nunca será suficiente”.</p>

<p>Como exemplo dessa abordagem, Paulo Rosado que saiu da liderança executiva da empresa o ano passado e passou a presidente não executivo, recorda a estratégia adotada pela própria empresa, que apostou na internacionalização desde cedo.</p>

<p>“Quando entramos no sistema de descentralização, tínhamos cinco anos de existência e já estávamos presentes em 18 países diferentes”, destaca, sublinhando a importância de uma lógica de expansão rápida para ultrapassar as limitações do mercado de origem.</p>

<p>Fundada em 2001 por Paulo Rosado, em Linda-a-Velha, a OutSystems tem mais de dois mil clientes a nível mundial e mais de 500 parceiros, tendo-se&nbsp;juntado aos unicórnios portugueses em 2018.</p>]]></description>
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      <pubDate>Thu, 14 May 2026 22:37:00 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Com 700 startups e 20 mil empregos, Porto é polo tecnológico “cada vez mais relevante”]]></title>
      <link>https://www.itjobs.pt/blog/1767/com-700-startups-e-20-mil-empregos-porto-e-polo-tecnologico-cada-vez-mais-relevante</link>
      <description><![CDATA[<p><strong>Autarca do Porto sublinhou ainda o “momento muito positivo” que a cidade atravessa em termos de notoriedade nacional e internacional, destacando o crescente interesse de investidores e empresários.&nbsp;</strong></p>

<p>O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, defendeu esta quinta-feira que a cidade está a consolidar-se como um “polo europeu cada vez mais relevante” nas áreas da tecnologia e da inovação, sublinhando o crescimento do ecossistema de startups e o crescente reconhecimento internacional da cidade junto de investidores e empresários.</p>

<p>Durante a sessão de abertura da terceira edição da SIM Conference, que decorre até sexta-feira na Alfândega do Porto, o autarca destacou que, em 2025, a&nbsp;área metropolitana do Porto contava com mais de 700 startups identificadas, responsáveis por cerca de 20 mil empregos.&nbsp;Números que considera demonstrativos do dinamismo económico e tecnológico da região.</p>

<p>Pedro Duarte salientou ainda o&nbsp;“momento muito positivo” vivido pela cidade em termos de notoriedade nacional e internacional,&nbsp;apontando o interesse crescente de investidores e líderes empresariais pelo Porto.</p>

<p>Neste contexto, o responsável considerou que a&nbsp;realização da SIM Conference na cidade “faz todo o sentido”, por contribuir para “conceber e acelerar o ecossistema” tecnológico e empresarial que o município pretende continuar a desenvolver.</p>

<p>Já o presidente da Startup Portugal, Alexandre Teixeira dos Santos, sublinhou que a&nbsp;organização está a “crescer com a cidade” e reforçou a ambição de “construir mais no Porto”.&nbsp;A nível geral, o líder da Startup Portugal recordou ainda que&nbsp;Portugal atingiu a marca de 5.091 startups ativas em 2025 que exportam mais de 1,5 mil milhões de euros.&nbsp;</p>

<p>Por fim, Pedro Duarte revelou também que o município está a trabalhar na&nbsp;criação de um novo espaço urbano&nbsp;pensado para reunir empresas, startups, universidades, talento e população,&nbsp;numa lógica de reforço da inovação e da colaboração entre os diferentes agentes do ecossistema.</p>]]></description>
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      <pubDate>Thu, 14 May 2026 20:36:09 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Natixis abre 150 vagas com novo centro de excelência em Lisboa]]></title>
      <link>https://www.itjobs.pt/blog/1766/natixis-abre-150-vagas-com-novo-centro-de-excelencia-em-lisboa</link>
      <description><![CDATA[<p><strong>A Natixis em Portugal abriu portas no Oriente Green Campus, em Lisboa no início deste mês, consolidando a sua posição como um dos principais empregadores nas áreas de tecnologia e serviços financeiros em Portugal. Continua a recrutar com foco em funções tecnológicas, financeiras e de suporte.&nbsp;</strong></p>

<p>A&nbsp;Natixis&nbsp;em Portugal tem abertas 150 vagas, com foco em funções tecnológicas, financeiras e de suporte de áreas como Corporate &amp; Investment Banking e Banca de Retalho, de forma a responder às crescentes necessidades das várias áreas de negócio nas suas novas instalações na capital.</p>

<p>Entre os perfis com grande procura destacam-se funções como&nbsp;Financial Controller Officer, CRM, Marketing, Business Analyst&nbsp;e especialistas de IT, ligados a funções como&nbsp;Developers, Full Stack&nbsp;e Data.</p>

<p>“A empresa procura profissionais com competências técnicas diferenciadoras, mas também com capacidade de adaptação a um ambiente colaborativo e orientado para a inovação”, refere em nota enviada à nossa redação.</p>

<p>Presente no Porto desde 2017, onde desenvolve um centro de excelência em tecnologia e serviços financeiros para o Groupe BPCE, a&nbsp;Natixis&nbsp;em Portugal conta atualmente com mais de 3.000 colaboradores em Portugal.</p>

<p>Destes, cerca de 150 já estão no novo escritório da empresa em Lisboa, situada no Oriente Green Campus.&nbsp; Este polo, que abriu&nbsp;portas no passado 4 de maio, posiciona a financeira como um dos principais&nbsp;hubs&nbsp;europeus do Groupe BPCE, com impacto direto na atração e desenvolvimento de talento qualificado.</p>

<p>“A expansão da nossa presença para Lisboa reflete a estratégia contínua da&nbsp;Natixis&nbsp;em Portugal, investindo no desenvolvimento sustentável das suas equipas e na atração de talento. Queremos continuar a criar oportunidades de carreira num ambiente que valoriza a inovação, a colaboração e o crescimento profissional”, afirma&nbsp;Maurício Marques, Head of HR da&nbsp;Natixis&nbsp;em Portugal.</p>

<p>Com esta expansão, a&nbsp;Natixis&nbsp;em Portugal reforça “o seu compromisso com o desenvolvimento do talento local e com a criação de oportunidades de carreira, consolidando a sua posição como um dos principais empregadores nas áreas de tecnologia e serviços financeiros em Portugal”, refere ainda.</p>]]></description>
      <guid isPermaLink="false">https://www.itjobs.pt/blog/1766/natixis-abre-150-vagas-com-novo-centro-de-excelencia-em-lisboa</guid>
      <pubDate>Wed, 13 May 2026 22:16:11 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Manie compra Payper para ‘oferecer’ preços mais baratos na energia]]></title>
      <link>https://www.itjobs.pt/blog/1765/manie-compra-payper-para-oferecer-precos-mais-baratos-na-energia</link>
      <description><![CDATA[<p><strong>O Manie, que permite comparar preços de energia e trocar de contrato, comprou a Payper. O objetivo é aumentar o número de utilizadores e poder oferecer melhores condições contratuais.&nbsp;</strong></p>

<p>O Manie e a Payper são velhos conhecidos. Assim que André Pedro e Francisco Val Ferreira começaram a dar os primeiros passos para desenvolver o Manie, empresa e plataforma da qual são cofundadores, já a Payper existia, numa lógica semelhante. Deram-se logo os primeiros contactos, no sentido de aprender e partilhar experiências.&nbsp;A relação deu agora um salto, com a aquisição da Payper pela Manie, e está na calha uma nova ronda de financiamento.</p>

<p>“Na altura, quando começámos a falar, estávamos logo a tentar perceber em que modelos é que eventualmente podíamos trabalhar juntos”, conta Val Ferreira. Seguiu-se uma fase em que o Manie se focou em si próprio, em garantir que entregava um bom produto e experiência.&nbsp;As aproximações recomeçaram o ano passado, depois de o Manie sentir que estava a estabilizar, depois do ímpeto inicial.</p>

<p>A Payper oferecia um serviço “com bastantes semelhanças” àquele que era disponibilizado pela Manie. A empresa recém-adquirida também ajuda os consumidores a comparar tarifários de energia – eletricidade e gás –, mas acrescenta comparações de tarifários em setores como como as telecomunicações e os serviços de água. O que a Payper não tinha era o serviço de gestão automatizada dos contratos da Manie, o Auto Switch, que altera o vínculo contratual dos clientes que assim o desejem caso exista uma oferta mais barata disponível no mercado. O serviço da Payper também era prestado unicamente via&nbsp;web, em&nbsp;site, e não via aplicação móvel, algo que a Manie já oferece. “Tendo em conta a complementaridade das áreas, achámos que fazia sentido juntar forças”, afirma André Pedro.</p>

<p>O processo de aquisição vai ser faseado, mas já se iniciou, e o período de transição vai prolongar-se por cerca de seis meses. O passo seguinte depende da preferência do utilizador: pode manter conta nas duas plataformas, ou juntar todos os serviços do lado do Manie. Após o período de transição, a intenção é que o&nbsp;site&nbsp;da Payper passe a redirecionar para o Manie, centrando todos os serviços, mas mantendo o histórico que vinha da plataforma parceira. No caso da água, uma vez que a fatura depende de município para município e não das escolhas do consumidor, os fundadores do Manie entendem que não faz sentido continuar. “Irá ficar em pausa”, indica André Pedro. No que diz respeito ao setor das telecomunicações, para já fica do lado da Payper, para mais tarde ser assumido pelo Manie, idealmente este ano.</p>

<p>Então, quais os benefícios desta junção, do ponto de vista do utilizador?&nbsp;No que diz respeito aos clientes da Payper, vão ter acesso a um serviço “mais moderno”, incluindo o Auto Switch.&nbsp;Já os clientes do Manie, podem esperar “acesso a melhores preços”.&nbsp;Ao todo, quando estiver concluída a junção, a estimativa é que a base de utilizadores a usar o Manie, quer para simular quer para mudar de contrato, se situe entre os 150 a 170 mil utilizadores.</p>

<p>“Um dos grandes objetivos é de facto nós ficarmos como a principal plataforma de gestão de energia hoje em Portugal. E esta aquisição do Payper ajuda-nos nisso”, indica André Pedro. O ano passado, o objetivo foi passar a barreira dos 100 mil utilizadores, e foi conseguida. A nova barreira a ser “saltada” é a dos 200 mil.</p>

<p>“Tendo mais volume de clientes, conseguimos negociar melhores preços [dos contratos de energia] diretamente com as comercializadoras”, explica André Pedro, para depois concluir: “Muitas vezes conseguimos condições muito melhores para os nossos clientes do que estando no mercado”.</p>

<p>Quando lançaram o Manie, os cofundadores indicaram que os utilizadores podiam poupar entre 50% a 60%&nbsp;no valor da fatura energética.&nbsp;De momento, em média, a poupança está à volta dos 30%, já que a maior redução acontece na primeira vez que se muda. Cerca de 32 mil utilizadores do Manie têm o Auto Switch ativo.</p>

<p>No que diz respeito às marcas, embora ainda esteja a ser avaliada qual a solução definitiva, o provável é consolidar debaixo da insígnia Manie. André Pedro e Francisco Val Ferreira asseguram que não há necessidade de cortar no número de trabalhadores.</p>

<p>O Manie prefere não avançar o valor da compra, mas indica que esta pressupõe conceder à atual dona da Payper, a consultora CSide, um valor fixo, ao qual depois acrescem determinadas quantias, à medida que são atingidos objetivos, como por exemplo um número específico de utilizadores transitados, ou a migração tecnológica entre as duas plataformas.&nbsp;O financiamento para a compra “foi interno”, angariado entre os acionistas do Manie. Além das participações minoritárias dos cofundadores, o Manie está debaixo da alçada, essencialmente, de três entidades: Shilling, Bynd e a alemã Heartfelt.</p>

<p><strong>De olho em Espanha, EUA e em novo financiamento</strong></p>

<p>Questionados&nbsp;se há outras aquisições em vista, os cofundadores do Manie garantem que, para já, estão “focados” nesta junção, mas não descartam outras hipóteses: “aparecendo alguma oportunidade que nós consideremos estratégica, vamos analisá-la”. E acrescentam: “já analisámos algumas empresas em Espanha que podem fazer sentido”.&nbsp;O&nbsp;Manie&nbsp;já opera em Espanha, mas ainda não à escala&nbsp;que&nbsp;gostaria, pelo que conta reforçar a equipa no sentido de apostar mais no país vizinho. Estão de momento à procura de alguém que passe a ser a cara do&nbsp;Manie&nbsp;em Espanha.</p>

<p>Outra novidade que está “para breve”, idealmente para o pós-verão, é o lançamento de uma nova ronda de financiamento. Os valores ainda não estão fechados, mas deverão ser&nbsp;“substancialmente maiores” que aqueles obtidos na ronda anterior, na qual angariaram um milhão de euros: contam que supere os 5 milhões de euros.</p>

<p>Um dos objetivos da ronda é permitir a entrada em “mercados muito mais competitivos”.&nbsp;“Estamos a olhar não só para a Península Ibérica, mas também para o mercado dos Estados Unidos, que está a passar por uma liberalização no mercado da energia que faz muito sentido para aplicações como a nossa”, explica André Pedro. Existem ainda “alguns mercados europeus” que fazem sentido para a Manie. “Em termos de priorização, ainda vamos definir”, indica.</p>

<p>Além de alavancar a expansão, a ronda de financiamento poderá ser utilizada para construir um assistente financeiro com base em inteligência artificial que ajude quer nas subscrições dos contratos quer de energia, prestando um serviço mais personalizado, quer em subscrições de outras áreas que a Manie pretende cobrir, dos seguros à telecomunicações.</p>]]></description>
      <guid isPermaLink="false">https://www.itjobs.pt/blog/1765/manie-compra-payper-para-oferecer-precos-mais-baratos-na-energia</guid>
      <pubDate>Wed, 13 May 2026 18:09:00 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[TrendAI abre escritório em Portugal e nomeia Bruno Espadinha como Country Lead]]></title>
      <link>https://www.itjobs.pt/blog/1764/trendai-abre-escritorio-em-portugal-e-nomeia-bruno-espadinha-como-country-lead</link>
      <description><![CDATA[<p><strong>A consultora destaca que é esperado que o investimento em cibersegurança cresça a um ritmo superior a 15% ao ano, enquanto o mercado de trabalho do setor deverá registar um aumento anual de 7,7% até 2029, com a criação de mais de 5 mil novos postos de trabalho.&nbsp;</strong></p>

<p>A TrendAI, unidade de negócio enterprise da Trend Micro, abriu um escritório em Portugal como parte do plano de expansão na Península Ibérica.</p>

<p>A operação portuguesa integra a estrutura da Ibéria sob a direção de Toni Abellán e conta com a nomeação de Bruno Espadinha para o cargo de Country Lead. O novo responsável terá a função de gerir o desenvolvimento do negócio e as relações com clientes e parceiros no mercado nacional.</p>

<p>“Portugal oferece um enorme potencial para a inovação em cibersegurança e inteligência artificial, e o nosso objetivo é construir uma equipa sólida, estabelecer parcerias estratégicas e acompanhar as organizações na sua transformação digital de forma segura”, afirmou Bruno Espadinha, Country Lead da TrendAI em Portugal.</p>

<p>A decisão de estabelecer presença física no país surge num contexto de crescimento do setor tecnológico em Portugal, com destaque para as áreas de cibersegurança, cloud e inteligência artificial. Dados do setor indicam que o investimento em cibersegurança no mercado português apresenta uma previsão de crescimento anual superior a 15%, com uma estimativa de criação de 5.000 postos de trabalho até 2029, e com previsão de superar os 1,76 milhões nos próximos anos.</p>

<p>A isto soma-se ainda o posicionamento de Portugal como um enclave estratégico de nearshoring na Europa, graças aos seus custos operacionais competitivos e à disponibilidade de talento qualificado, reforçando a sua atratividade para empresas internacionais.</p>

<p>Este desenvolvimento é impulsionado tanto pelo avanço da digitalização como pela entrada em vigor de novas normativas em matéria de segurança da informação, que estão a acelerar a procura por soluções especializadas.</p>

<p>Segundo o comunicado, o Bruno Espadinha transita para estas funções após experiência em liderança comercial e desenvolvimento de negócio em mercados internacionais, tendo desempenhado cargos de direção de vendas e operações em regiões como EMEA, APJC e AMER.</p>

<p>Com esta abertura, a TrendAI foca-se na prestação de serviços diretos e na captação de especialistas locais para o desenvolvimento de soluções de segurança baseadas em inteligência artificial.</p>]]></description>
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      <pubDate>Mon, 11 May 2026 21:45:42 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Britânica Space Forge quer construir fábrica de semicondutores em Portugal]]></title>
      <link>https://www.itjobs.pt/blog/1762/britanica-space-forge-quer-construir-fabrica-de-semicondutores-em-portugal</link>
      <description><![CDATA[<p><strong>A empresa britânica do setor do Espaço quer começar construção da unidade de produção de semicondutores já em 2027. "Poderemos no futuro considerar também o fabrico dos veículos espaciais no país."&nbsp;</strong></p>

<p>A britânica&nbsp;Space Forge,&nbsp;empresa que produz materiais para semicondutores no Espaço,&nbsp;abriu uma filial nos Açores e está a avaliar a instalação em Portugal de uma fábrica de semicondutores, que poderá implicar um investimento a rondar “duas dezenas de milhões de euros”.&nbsp;Querem começar a construção da unidade já em 2027. “Poderemos no futuro considerar também o fabrico dos veículos espaciais no país.”</p>

<p>“Portugal tem um interesse vincado no lançamento e regresso do espaço e está a desenvolver a arquitetura e os processos para facilitar isso. O quadro regulamentar que o país desenvolveu, e está a implementar, é inovador e muito competitivo a nível global. Além disso,&nbsp;uma localização como os Açores, onde estamos sediados, permite-nos operar com segurança e confiança. A Space Forge está empenhada em construir uma cadeia de abastecimento e infraestruturas portuguesas para usufruir plenamente dos benefícios desta estratégia de Portugal”, aponta Lewis D’Ambra, diretor de comunicação e relações institucionais&nbsp;da&nbsp;Space Forge, ao ECO/eRadar sobre o que motivou a empresa britânica a abrir uma filial em Santa Maria, nos Açores.</p>

<p>Mas não só. “Portugal tem um grande contingente de trabalhadores qualificados e acreditamos que podemos tirar partido e interagir com o sistema de ensino superior”, destaca ainda.</p>

<p>“Mais relevante do que o espaço é, para nós, o setor dos semicondutores.&nbsp;A Space Forge é uma empresa de materiais! Também neste setor Portugal tem as competências, o interesse e o acesso a programas de financiamento para desenvolver uma indústria forte. A Space Forge considera-se como um contributo importante para esta capacidade e vê Portugal como uma porta de entrada para o mercado da União Europeia”, refere ainda.</p>

<p>“A nossa operação atual está sediada nos Açores, uma vez que planeamos recuperar as nossas cápsulas lá, e está focada em contribuir para o crescente polo de transporte espacial em Santa Maria (o Space Hub que se tem falado)”, refere Lewis D’Ambra.</p>

<p>Santa Maria, recorde-se, vai receber um investimento de 15 milhões para o futuro Space Hub,&nbsp;no âmbito do Space Rider, veículo orbital reutilizável da Agência Espacial Europeia (ESA), com reentrada prevista ao largo de Santa Maria.</p>

<p><strong>Produzir cristais para semicondutores no Espaço</strong></p>

<p>Fundada em 2018 por Joshua Western (CEO) e Andrew Bacon (CTO), já com 70 pessoas no Reino Unido, Estados Unidos e, desde há um ano em Portugal,&nbsp;a companhia lançou no ano passado o satélite Forgestar-1,&nbsp;num foguetão da SpaceX, de Elon Musk.</p>

<p>“Esta missão demonstrou a nossa capacidade de construir e operar um pequeno satélite, avançar num novo processo de licenciamento e construir e operar autonomamente uma ferramenta de crescimento de semicondutores em órbita“, refere o diretor de comunicação e relações institucionais da Space Forge.</p>

<p>Na prática, com o satélite seguiu uma espécie de mini-forja capaz de atingir 1.000 graus centígrados e, com isso, produzir cristais para semicondutores mais ‘limpos’, reduzindo em 60% a energia necessária para produzir componentes para telecomunicações ou infraestruturas de energia, num momento de elevada procura de&nbsp;chips&nbsp;para 5G, veículos elétricos ou IA,&nbsp;segundo noticiou na época a BBC.</p>

<p>Para trazer o material produzido no Espaço para a Terra em segurança, a empresa está a trabalhar num “escudo de reentrada protetor, o Pridwen&nbsp;(nome do escudo do Rei Artur),&nbsp;que permitirá à nossa cápsula sobreviver à reentrada e ser recuperada nos Açores“, detalha o responsável de comunicação da empresa.</p>

<p>A Space Forge também desenvolveu e colocou “em funcionamento uma linha piloto de materiais no Sul do País de Gales para iniciar a produção terrestre de materiais e testar as cadeias de abastecimento”.</p>

<p>Mas, no que toca à produção de materiais, os planos da Space Forge não se ficam por aqui. E não passam apenas pelo Espaço. “Estamos a planear a&nbsp;implementação da fábrica em grande escala,&nbsp;para conseguirmos escalar a produção de semicondutores quando começarmos a receber os ‘cristais semente’ do espaço”, revela Lewis D’Ambra.</p>

<p><strong>…com Portugal a poder acolher futura fábrica de semicondutores</strong></p>

<p>E é neste campo que Portugal poderá ter igualmente um papel.&nbsp;“Na vertente dos materiais, estamos a explorar oportunidades para instalar uma unidade no continente para capacidade de fabrico de semicondutores”, adianta.</p>

<p>“Estamos atualmente no início de um processo de conversações com empresas que sabemos ter capacidade para serem nossos fornecedores de componentes e subsistemas espaciais e poderemos no futuro considerar também o fabrico dos veículos espaciais no país”, revela.</p>

<p>A empresa admite que, nessa avaliação, está a olhar para o mercado ibérico.&nbsp;“A ideia é começar a construir a fábrica em 2027″, diz ainda e, embora sem precisar valores finais de investimento admite que “rondará duas dezenas de milhões de euros”.</p>

<p><strong>“Novas rondas de investimento” a serem equacionadas</strong></p>

<p>Em 2021, a empresa levantou uma ronda de investimento inicial de 8,79 milhões de euros&nbsp;— “a maior ronda inicial para uma empresa europeia de tecnologia espacial na altura” —,&nbsp;tendo em maio do ano passado levantado cerca de 27 milhões de euros, “a maior Série A para uma empresa de tecnologia do Reino Unido”, com&nbsp;participação do NATO Innovation Fund,&nbsp;do World Fund, do NSSIF e o British Business Bank.</p>

<p>“Recebemos também&nbsp;um apoio financeiro público significativo da ESA e da agência espacial britânica (UKSA), incluindo nove milhões de euros para o desenvolvimento de um centro de investigação em microgravidade”,&nbsp;elenca.</p>

<p>A Space Forge admite que poderá avançar com mais rondas de financiamento para dar músculo aos seus planos de expansão.&nbsp;“Temos previsto realizar novas rondas de investimento para apoiar o desenvolvimento das nossas capacidades e melhorar a nossa tecnologia, tanto espacial como de semicondutores”, refere Lewis D’Ambra, sem adiantar valores concretos.</p>]]></description>
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      <pubDate>Mon, 11 May 2026 13:46:01 +0000</pubDate>
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